Jornal do Brasil
Com Pedro Willmersdorf e Beatriz Medeiros (de Paulínia)


O que Amy Winehouse, Adele, Lady Gaga, Katy Perry, The Strokes, Kanye West e Dionne Bloomfield (cantora inglesinha apadrinhada por Amy) têm em comum? Todos já foram apontados como nomes promissores no mundo da música e trouxeram boas doses de renovação a cada um de seus nichos. Do jazz ao pop, todos os gêneros anunciam novos nomes de vez em quando, exceto pelo enérgico e experiente metal. Faith No More, Megadeath, Alice in Chains, Stone Temple Pilots: todas as grandes bandas de metal que se apresentam no último dia de SWU têm mais de 20 anos de carreira. Será que o gênero realmente não se renova? "O que apareceu de mais novo ultimamente foi o último CD do Black Sabbath. Não existem novas bandas boas de metal porque todos os que aparecem querem copiar os grupos tradicionais. E, se for para escutar mais do que já existe, prefiro ouvir os originais", justificou Bruno Silva, de 28 anos, que só deu o braço a torcer para a música do System of a Down, banda formada em 1992!

Parece que os metaleiros se dividem entre os que apoiam a renovação do gênero e os tradicionalistas. E a escolha de time nada tem a ver com a idade, o estudante Marcos Vinicius, de 21 anos, é a prova disso. Além de adorar o som da banda 311 (que adiciona um pouco de reggae às guitarras), ele não abandona os grupos clássicos. "Não acho que o metal vá morrer, porque sempre tem gente nova surgindo para resgatar e lembrar o que já foi feito. A banda inglesa Bullet for My Valentine é a prova disso", disse. Detalhe: o grupo tocou seus primeiros acordes em 1998. Mas, pelo menos, continua na ativa. O pesar da catarinense Rafaela Vieira, de 22 anos, é ainda maior porque a banda que era sua esperança de renovação já decretou o fim das atividades em fevereiro, a Monster Truck. "Está bem difícil. O gênero mudou. O metal de verdade é só aquele feito pelas bandas antigas", acredita.


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